São duas da manhã e...

by - 15.8.17




São duas da manhã, ela dorme enquanto eu escrevo, ela dorme e não me deixa dormir; não propositalmente, mas é que enquanto ela dorme, eu penso nela.

Penso no quanto eu preciso dela, como um doente precisa de remédios e um amante precisa de amor, eu preciso de doses reais de cheiros, toque, de sua voz, seus beijos, nem que seja pela efemeridade eterna de um breve momento por dia, que seja só para mim.

São duas e alguma coisa da manhã, e eu ainda estou aqui, tentando escrever algo sobre ela. Escrever é uma das minhas maiores habilidades, se me der um tema, eu escrevo, se me mandar escrever sobre fermento, eu escreverei, mas fale para eu escrever dela que algo acontece aqui dentro, não consigo explicar, por mais que os momentos são sejam tantos em número, eles são muito em intensidade e, palavras são falhas quando tento descrever essa intensidade.

São duas e alguma coisa da manhã e eu estou aqui, escrevendo sobre ela, pensando em como seus olhos castanhos brilham quando ela olha para mim, ou em como o teu sorriso que antes era maravilhoso agora esta ainda melhor, ela sorri e algo em mim ascende, eu sinto dentro de mim que é ela, e eu não tenho dúvidas disso.

São duas e alguma coisa da manhã e eu estou escrevendo só pra dizer que eu a amo.

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Mariane Santos
Não gosta de dizer sua idade, porque acha que é meio perdida no tempo, queria morar no passado, mas é louca pelas coisas que a tecnologia pode proporcionar a vida do ser humano. Estuda na escola da vida, aprendeu da melhor forma sobre os sentimentos e escreve sobre todos eles. Escreve sobre o que sente, sobre o que gostaria de sentir e sobre o que você sente. Ou pelo menos tenta escrever. É escritora e fotógrafa. É meio engenheira e meio psicóloga, ela é meio sereia e meio pirata as vezes também, mas de uma coisa é certo, ela é total poesia.

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