O que aquece melhor: amor ou cobertor?

by - 5.4.17



Eu adoro a contradição que ela é. Reclama do frio, mas dorme deliciosamente sem roupa. Uma camisola ou baby doll, raramente, mas preferencialmente sem nada. Ela diz que está frio e que leu em um best-seller adolescente que o calor humano aquece. Eu não discuto, inclusive concordo e digo mais: o corpo humano é a melhor fonte de calor e esse calor aumenta conforme a roupa sai. Paradoxal, mas delicioso. Igual a ela.

Ela gosta da ideia e se livra da minha camiseta, consequentemente da minha bermuda. Chega bem perto procurando abrigo. Abraço. Ela foge do frio e o quarto se torna o melhor esconderijo. Esconde a língua na minha boca e os lábios entre meus dentes.. O frio na espinha corre assim como as unhas dela nas minhas costas.. Os seios ficam rígidos, firmes, mas isso pouco tem a ver com o frio...

Escondo cada um deles com as palmas das minhas mãos, enquanto cravo as unhas e ela me lança um olhar cheio de tesão, pedindo por mais. Os corpos continuam em atrito tentando se esquentar, então me escondo entre os seios dela e depois dentro da boca. Ela, hospitaleira como é, recebe muito bem o convidado. Minha língua quente percorre todo o corpo gostoso que ela tem. O caminho do paraíso existe e, ironicamente é uma descida. Ela debruça e deixa as rosas à mostra. É um prazer refazer os traços da tatuagem com a ponta dos dedos, passando pelas rosas do quadril, do bumbum e acabando na que ela tem entre as coxas.

Junto as minhas rosas do braço com as que ela tem e, com alguns tapas, a tatuagem dela ganha tons avermelhados. Entrelaço os cabelos dela nos dedos e, bem juntinhos, nos livramos de qualquer sinal do frio. Às vezes, fugir e se esconder são as formas mais prazerosas de se manter vivo. E quente. Ela se ajeita dentro da conchinha e diz que o frio passou, mas vai ficar ali quietinha, só pra garantir. Eu? Nem reclamo. Além de calor, achei amor nessa mulher. Não tem frio que me faça sair daqui.

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